
Em artigo intitulado “Publicidade ou Propaganda? É isso aí”, publicado originalmente na revista Famecos, em dezembro de 2001, e disponível na web, a professora Neusa Demartini Gomes incumbe-se de uma importante missão: a de propagar a compreensão deste dois termos como etimologicamente distintos.
Conforme a autora, a confusão semântica entre Publicidade e Propaganda é frequente no Brasil, inclusive, por parte dos próprios publicitários: ”A insistência em tratá-las como sinônimos se dá exclusivamente no Brasil. Na Argentina, onde os profissionais atingiram, como no Brasil, uma qualidade de primeiro mundo, muitos deles também se dedicam à pesquisa empírica, além do ensino da comunicação publicitária e da propaganda, notando-se um maior volume de publicações no mercado editorial argentino do que no brasileiro”.
Para quem pesquisa na área, a atenção quanto ao uso dos termos traduz-se em um cuidado essencial, uma vez que se pesquisa com textos oriundos de outros países, nos quais se percebe que a distinção é conceitualmente considerada.
Apesar de datado, este texto possui presença cativa em bibliografias de disciplinas ministradas sob nossa responsabilidade, nas quais refletimos sobre aspectos discursivos da publicidade e da propaganda contemporâneas.